Tragédia na Ilha da Madeira
Tenho procurado palavras para expressar o pesar que sinto pela tragédia que se abateu sobre a Ilha da Madeira, no dia 20 de Fevereiro, mas não consigo pensar, apenas sinto uma angústia e uma tristeza enormes.
Estive lá em 2008, durante um fim-de-semana prolongado, e percorri as ruas do Funchal. Estive nos Centros Comerciais Dolce Vita, Anadia, Marina e outro de que não me recordo o nome mas sei que ficava perto da Universidade da Madeira. Estive no Mercado dos Lavradores, corri lojas de artesanato, comércio tradicional e outras.
Conversei com vendedores, toda a gente de uma simpatia enorme: não era simpatia de comerciante para o cliente, era simpatia e interesse pela pessoa em si, com conversas sobre o Continente, usos e costumes, uma troca de impressões e conversas amigáveis sobre os mais diversos assuntos.
O povo madeirense é simpático, é acolhedor, é franco. Eu trouxe a Madeira no coração, quando tiver oportunidade regressarei para mais um fim-de-semana (tenho pena de não poder ser por mais tempo).
Entretanto, com estes acontecimentos vem-me à ideia constantemente a canção de Vânia Fernandes no Eurofestival da Canção. E é essa canção que eu gostaria de dedicar ao povo madeirense, com a esperança de que as pessoas com quem contactei quando estive lá e de que ainda me recordo nitidamente estejam bem, salvas e com os familiares e amigos em segurança, mas não consigo colocá-la aqui, por isso fica só a intenção.
Obrigada a todos pelo bom acolhimento que me deram, bem-hajam...
A Madeira é um jardim
Plantado no Oceano
Já lá fui e hei-de voltar
Neste ou no próximo ano...
FELIPA MONTEVERDE